São Tomé e Príncipe
voltou a mergulhar
numa crise de combustível

São Tomé, 08 de Outubro de
2026 – São Tomé e
Príncipe voltou a
mergulhar numa crise de
combustível que está a
paralisar sectores
vitais da economia
nacional. Nos últimos
dias, longas filas
voltaram a formar-se nos
postos de abastecimento
da capital e nos
distritos, com muitos
condutores a
queixarem-se de horas de
espera para conseguir
alguns litros de
gasolina e petróleo.
Apesar do cenário, o
Governo tem evidenciado
esforços para conter a
situação. Fontes do
Executivo garantem que
estão em curso contactos
com os fornecedores e
que um novo carregamento
de combustível deverá
chegar ao país nos
próximos dias para repor
a normalidade.
A promessa, porém, ainda
não se reflete no
terreno. O impacto mais
visível desta crise
sente-se já no mercado.
Com a falta de
combustível, muitas
embarcações de pesca
artesanal e
semi-industrial estão
paradas no cais.
O resultado é a escassez
de pescado fresco, que é
a base da alimentação do
santomense, e o aumento
especulativo dos preços
nos mercados de Bobô
Forro e Mercado Grande.
A crise não afeta apenas
o mar.
Em terra, os motoqueiros,
que são o principal meio
de transporte da
população, são dos mais
prejudicados. Muitos
foram obrigados a parar
o trabalho por falta de
gasolina, o que está a
dificultar a mobilidade
dos cidadãos e a
encarecer o preço das
corridas. Sem
combustível, São Tomé
pára.
Pela redacção
