AfriCircular
Innovators
quer
transformar
lixo
em
negócio
e
gerar
emprego
jovem
em
São
Tomé
e
Príncipe

São
Tomé,
04
de
Novembro 2026
- O
AfriCircular
Innovators
Programme,
iniciativa
de
apoio
ao
empreendedorismo
e
inovação
na
economia
circular
com
duração
de
12
meses,
está
a
chegar
a
São
Tomé
e
Príncipe
com
a
promessa
de
transformar
resíduos
em
oportunidades
de
negócio,
gerar
emprego
jovem
e
fortalecer
a
economia
local.
Financiado
pelo
Banco
Africano
de
Desenvolvimento,
através
da
African
Circular
Economy
Facility
(ACEF),
e
liderado
pelo
Impact
Hub
Harare,
o
programa
está
a
ser
implementado
em
Angola
e
São
Tomé
e
Príncipe
pela
Acelera
Angola.
Em
entrevista
exclusiva
ao
Jornal
Transparência,
o
responsável
pela
implementação,
Evandro,
explica
que
o
objetivo
central
é
apoiar
empreendedores
que
desenvolvem
soluções
sustentáveis,
ajudando-os
a
transformar
modelos
de
negócio,
melhorar
a
gestão,
aceder
a
novos
mercados
e
preparar-se
para
investimento.
Por
que
São
Tomé
e
Príncipe?
Segundo
o
entrevistado,
a
inclusão
do
país
surge
pela
sua
forte
ligação
à
agricultura,
aos
recursos
naturais
e à
produção
local.
"Acreditamos
que
a
economia
circular
pode
contribuir
significativamente
para
o
desenvolvimento
de
negócios
locais,
para
a
redução
de
desperdícios
e
para
o
fortalecimento
da
economia
santomense",
afirmou.
O
programa,
que
também
decorre
no
Zimbabwe
e
Benin,
totaliza
4
países
africanos.
Na
sua
avaliação,
São
Tomé
e
Príncipe
tem
potencial
significativo
em
áreas
como
valorização
de
resíduos
agrícolas,
transformação
alimentar,
reutilização
de
embalagens,
gestão
de
plásticos
e
construção
sustentável.
"O
desafio
passa
por
transformar
esse
potencial
em
negócios
economicamente
viáveis",
sublinha.
Quem
pode
candidatar-se
e
que
apoio
recebe?
O
programa
destina-se
a
empreendedores
e
empresas
com
negócios
funcionais
e
com
princípios
de
economia
circular,
com
prioridade
para
os
sectores
de
sistemas
alimentares,
plásticos
e
embalagens,
têxteis,
ambiente
construído
e
equipamentos
eletrónicos.
Um
ponto
de
destaque
é a
forte
aposta
no
empreendedorismo
feminino,
jovens
e
negócios
do
sector
informal.
"A
formalização
não
deve
ser
vista
como
o
único
ponto
de
partida",
frisou.
O
apoio
é
sobretudo
técnico
e
empresarial:
capacitação,
mentoria,
desenvolvimento
de
modelos
de
negócio,
gestão
financeira,
acesso
ao
mercado
e
networking.
Existe
ainda
uma
componente
de
mini-grants,
com
possibilidade
de
atribuição
de
apoio
financeiro
até
10.000
euros
a
empresas
selecionadas,
mediante
processo
competitivo.
"Este
apoio
financeiro
não
é
automático
nem
garantido
a
todos
os
participantes",
esclarece.
Parcerias
locais
e
próximos
passos
Para
o
sucesso
em
São
Tomé
e
Príncipe,
a
equipa
procura
parcerias
concretas
com
instituições
locais
que
conheçam
bem
o
ecossistema
empresarial.
"Não
pretendemos
estabelecer
parcerias
apenas
institucionais
ou
protocolares,
mas
sim
identificar
oportunidades
de
colaboração
que
tragam
benefícios
concretos
aos
empreendedores",
afirmou.
Atualmente,
a
equipa
está
em
fase
de
mobilização
e
identificação
de
empresas.
Uma
deslocação
a
São
Tomé
e
Príncipe
está
prevista
para
Novembro
para
reforçar
contactos
e
conhecer
melhor
o
contexto
local.
O
critério
para
parceiros
é
claro:
experiência,
capacidade
de
mobilização
e
alinhamento
com
os
objetivos
do
programa.
O
futuro
Nos
próximos
dois
anos,
a
expectativa
é
fortalecer
negócios
santomenses,
gerar
emprego
e
criar
valor
local.
A
mensagem
final
para
os
jovens
é
direta:
"Olhem
para
os
desafios
do
seu
país
não
apenas
como
problemas,
mas
também
como
oportunidades.
Aquilo
que
consideramos
desperdício
pode
representar
uma
oportunidade
de
criação
de
valor.
Não
esperem
por
grandes
investimentos
para
começar".
Daqui
a
cinco
anos,
Evandro
imagina
um
ecossistema
onde
a
economia
circular
deixe
de
ser
um
conceito
e
passe
a
fazer
parte
do
dia-a-dia
das
empresas
santomenses.
"Se
conseguirmos
contribuir
para
que
alguns
negócios
cresçam,
gerem
emprego,
reduzam
desperdícios
e
inspirem
outros
empreendedores,
estaremos
a
dar
um
passo
importante".
Por:
João
Soares
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