MCI-PUN diz não ao
governo mas garante
estabilidade á ADI para XII
legislatura

São Tomé, 08 de Outubro de
2026 – O líder da
coligação MCI-PS/PUN,
que elegeu 6 dos 55
deputados, quebrou o
silêncio após as
Legislativas de 27 de
setembro e garantiu que
não vai integrar o
próximo Governo.
Domingos Monteiro
revelou que manteve
conversas com os dois
partidos mais votados,
MLSTP e ADI, apesar de
acusar que "ambos
prejudicaram o MCI-PS/PUN"
quando a coligação foi
impedida pelo Tribunal
Constitucional de
concorrer em 5 dos 8
círculos eleitorais.
"Quero que fique bem
claro que o MCI-PS/PUN
não fará parte do
próximo Governo. O nosso
partido tem identidade
própria e manterá a sua
independência política",
sublinhou Monteiro.
O líder explicou que o
acordo assinado visa
apenas sustentabilidade
parlamentar e
estabilidade
governativa. "Apoiaremos
tudo o que julgarmos
positivo para o nosso
país, mas não deixaremos
de discordar, de
questionar, de exigir,
sempre que uma decisão
não corresponda aos
compromissos assumidos",
acrescentou.
Do outro lado, Américo
Ramos, ainda
primeiro-ministro e
presidente da ADI que
ficou em segundo lugar
com 23 mandatos, saudou
a união e disse que ela
"confere a estabilidade
e a legitimidade
institucional
indispensáveis à
condução do destino da
República ao longo desta
XII legislatura".
Segundo Ramos, trata-se
de um "compromisso
programático de feição
patriótica, blindado por
salvaguardas
recíprocas", com foco em
restituir a
previsibilidade
económica e a paz
social.
O acordo ancora-se em
vetores inegociáveis
como a estabilização
macroeconómica, defesa
do poder de compra das
famílias, mitigação da
inflação, redução do
preço de bens de
primeira necessidade,
superação da crise
energética e de água,
transparência, combate à
corrupção, modernização
da saúde e valorização
da educação.
Recorde-se que na
terça-feira o Tribunal
Constitucional confirmou
o MLSTP como vencedor
com 24 mandatos, seguido
da ADI com 23, MCI-PS/PUN
com 6 e Movimento BASTA
com 2. Após a
proclamação, o
mandatário do MLSTP,
Cilcio Santos, disse que
espera que o Presidente
Carlos Vila Nova nomeie
Américo Barros como
primeiro-ministro
"respeitando a vontade
do povo", mesmo com as
negociações paralelas em
curso.
No dia da votação, o
Presidente afirmou que
prefere evitar um
Governo de Unidade
Nacional e que gostaria
que quem ganhasse
governasse, pedindo
apenas sustentabilidade
à oposição.
Pela redacção
