Crise
de
combustível
trava
marcha
do
Dia
Internacional
das
Mulheres
Rurais
e
deixa
muitas
pessoas
em
dificuldade

São
Tomé,
18
de
Outubro
2026
- A
Associação
das
Mulheres
Agricultoras
foi
obrigada
a
assinalar
o
Dia
Internacional
das
Mulheres
Rurais
com
uma
cerimónia
reduzida,
após
ter
cancelado
a
marcha
prevista
para
a
data.
Em
causa
está
a
grave
crise
de
combustível
que
o
país
atravessa,
agravada
pela
falta
de
Governo,
que
impediu
a
mobilização
das
agricultoras
de
várias
comunidades
rurais
para
a
capital.
Segundo
a
organização,
a
falta
de
combustível
não
só
travou
a
marcha
como
está
a
causar
prejuízos
avultados
à
população,
sobretudo
aos
produtores
rurais
que
não
conseguem
escoar
os
seus
produtos
para
os
mercados,
com
risco
de
perda
total
das
colheitas.
As
agricultoras
lamentam
que,
num
dia
que
deveria
ser
de
celebração
e de
reivindicação
dos
seus
direitos,
foram
forçadas
a
ficar
em
casa,
apelando
ao
próximo
Executivo
que
olhe
com
mais
atenção
para
o
sector
agrícola
e
para
as
mulheres
rurais
que
sustentam
a
economia
familiar.

A
crise
está
a
ter
um
impacto
transversal,
com
milhares
de
motoqueiros
desempregados
em
todo
o
país
por
falta
de
gasolina.
Sem
poder
trabalhar,
estes
chefes
de
família
ficaram
sem
sustento,
o
que
está
a
aumentar
a
tensão
social
e a
paralisar
a
circulação
de
pessoas
e
bens,
sobretudo
nas
zonas
mais
isoladas
onde
o
moto-táxi
é o
único
meio
de
transporte.
Face
a
esta
situação,
as
agricultoras
deixam
um
apelo
veemente
ao
Governo
para
que
passe
a
controlar
com
rigor
o
stock
de
combustível
no
país,
de
forma
a
evitar
ruturas
constantes
que
penalizam
os
mais
vulneráveis.
Defendem
a
criação
de
uma
reserva
estratégica
e de
um
mecanismo
transparente
de
gestão,
para
que
o
país
não
volte
a
ficar
refém
de
crises
que
travam
toda
a
economia.
De
acordo
com
informações
recolhidas
pelo
Jornal
Transparência
junto
de
fonte
portuária,
o
próximo
carregamento
de
combustível
poderá
chegar
a
São
Tomé
já
na
próxima
quarta-feira,
o
que
poderá
aliviar
a
crise
nos
próximos
dias.
Até
lá,
as
mulheres
rurais
mantêm
a
esperança
de
que
o
próximo
Executivo
traga
soluções
concretas
para
garantir
a
dignidade
e o
trabalho
no
campo.
Por:
João
Soares
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