As Duas Sessões da
China:
Oportunidades para todo
o Mundo

03.05.2026 -
As Duas Sessões da
China, foram concluídas
no mês passado em
Pequim. Realizadas
anualmente, constituem
uma manifestação
concentrada da
Democracia Popular de
Todo o Processo e
oferecem um ponto de
observação importante
para o mundo compreender
e acompanhar o
desenvolvimento da
China.
Este ano, as Duas
Sessões deliberaram e
aprovaram o esboço do
15.º Plano Quinquenal,
que terá um impacto
profundo no avanço da
Modernização Chinesa e
criará novas
oportunidades para o
desenvolvimento global,
especialmente para
África. I. As Duas
Sessões como expressão
da democracia popular de
Todo o Processo As Duas
Sessões referem-se às
reuniões anuais da
Assembleia Popular
Nacional (APN) e da
Conferência Consultiva
Política do Povo Chinês
(CCPPC).
Reúnem-se cerca de 5000
deputadosà APN e membros
do CCPPC para deliberar
sobre legislação,
planeamento de
desenvolvimento,
orçamento fiscal e
políticas sociais.Como a
maior prática
daDemocracia Popular
deTodo o Processo no
mundo, as Duas Sessões
possuem as seguintes
características:
1. Representatividade
ampla. Dos 2878
deputados da APN, todos
foram eleitos
diretamente através de
mais de 2,7 milhões
deputados locais de
todos os níveis,
constituindo a maior
prática da participação
democrática de nível
básico. Entre eles,mais
de 16% são operáriosou
agricultores, enquanto
15% são os
representantes dos 55
grupos étnicos
minoritários, o que
demonstra a
representatividade mais
ampla.
2. Consulta exaustiva.
No processo de
elaboração do 15.º Plano
Quinquenal, foram
recolhidas mais de 3,11
milhões de sugestões,
das quais cerca de 1500
abrangendo 27 áreas,
foram incorporadas no
plano final. no decurso
do primeiro projeto
mundial do «Código
Ecológico e Ambiental»,
foram recolhidas cerca
de 20 mil sugestões de
cerca de 7000 pessoas,
através das consultas
públicas por 4 vezes.
3.Implementação efetiva.
As Duas Sessões
constituem um elemento
importante da Democracia
Popular de Todo o
Processo da China, com o
objetivo fundamental de
melhorar o bem-estar do
povo.
Ao longo dos anos,
numerosas políticas
públicas têm sido
implementadas,
combinando as decisões
governamentais com as
expectativas da
população, o que tem
conquistado resultados
tais comoo milagre da
eliminação da pobreza
absoluta de cerca de 800
milhões de pessoas, a
criação de um sistema de
seguro básico para a
velhice que abrange mais
de1000 milhões de
pessoas, e a
implementação do sistema
mais amplo de educação,
segurança social e saúde
no mundo. II. O 15.º
Plano Quinquenal das
oportunidades de
desenvolvimento ao todo
mundo Atualmente, a
China tem contribuido
cerca de 30% para o
crescimento económico
global e é o principal
parceiro comercial de
mais de 150 países e
regiões.
O 15.º Plano Quinquenal,
que arranca em 2026, não
é apenas um roteiro de
desenvolvimento para a
China própria, mas
também uma fonte de
oportunidades para todo
o mundo.
O Plano proporciona
expectativas de
estabilidade à economia
mundial e ao comércio
global.Desde o primeiro
Plano Quinquenal até o
15.º, a China tem
mantido a consistência
estratégica de trabalhar
com a guia do mesmo
plano e com continuidade
dos esforços de uma
geração à outra, a fim
de impulsionar o
desenvolvimento passo a
passo.
A persistência e a
sustentabilidade têm
contribuído para a
estabilidade firme num
contexto global atual
cheio de incertezas e
turbulências, bem como
para o funcionamento
estável das cadeias
industriais e de
abastecimento globais.
O Plano apostaem mais
abertura na cooperação
económica
internacional.O Plano
sublinha o esforço de
manter a abertura e a
cooperação, promover
benefícios partilhados e
construir um sistema
económico aberto de
nível mais elevado. Em
2025, o total das vendas
a retalho de bens de
consumo na China atingiu
cerca de 7 trilhões de
dólares, o que significa
o mercado de consumo da
China fica cada vez mais
vasto, maduro e aberto,
cheio de oportunidades
cooperativas para todo o
mundo. O Plano abre
novas vias para a
cooperação internacional
em inovação.
O Plano destaca o papel
orientador da inovação
científica e
tecnológica, propõe
acelerar o
desenvolvimento das
tecnologias digitais e
inteligentes, aprofundar
a Ação “Inteligência
Artificial Plus”e, pela
primeira vez, avançar
com o objetivo de “criar
novas formas de economia
inteligente”. Estas
orientações oferecem às
empresas de tecnologia,
instituições e talentos
qualificados de todo o
mundo um espaço
totalmente novo para
cooperação tecnológica e
implementação dos seus
resultados.
O Plano demonstra o
compromisso de liderança
na transição verde
global.No domínio do
desenvolvimento verde e
de baixo carbono, o
Plano estabelece cinco
indicadores
obrigatórios, incluindo
a redução em 17% das
emissões de dióxido de
carbono por unidade do
PIB até 2030 e o aumento
da proporção de energias
verdes no consumo total
de energia para 25%.
Estas metas irão
impulsionar a procura
por tecnologias limpas,
infraestruturas verdes e
soluções energéticas
sustentáveis, criando
novos pontos de
crescimento para as
indústrias verdes a
nível global. III.
A cooperação
China–África continuará
a aprofundar-se Este ano
marca o 70.º aniversário
do estabelecimento das
relações diplomáticas
entre a China e os
países africanos. A
amizade sino-africana
estabelecida no
princípio do respeito
mútuo e no apoio
recíproco, é fruto de
solidariedade e esforço
das gerações.Na nova
era, sob o princípio de
sinceridade, resultados
reais, amizade e boa-fé
e os valores corretos da
justiça e dos
interesses, propostos
pelo Presidente Xi
Jinping, a cooperação
China–África vai
atingiruma novaaltura.
A África tem sido
destino da primeira
visita oficial anual do
Ministro dos Negócios
Estrangeiros da China
por 36 anos
consecutivos, o que
reflete acrença política
da diplomacia chinesa e
o crescimento da amizade
sino-africana. Na
conferência de imprensa
das Duas Sessões, o
Ministro dos Negócios
Estrangeiros Wang Yi
afirmou que as relações
China-África conhecerão
novos desenvolvimentos
este ano, a construção
de uma comunidade
China-África com um
futuro compartilhado
dará novos passos,
enquanto o apoio mútuo
daparceriasino-africana
para todas as condições,
será ainda mais
reforçado.
O ano em curso foi
designado como Ano
China-África de
Intercâmbio entre os
Povos. No início do ano,
na cerimónia de abertura
realizada na sede da
União Africana, Xi
Jinping, o Presidente da
China, salientou na sua
carta de felicitação que
se espera aproveitar
esta oportunidade para
dar continuidade à
tradicional amizade
China–África, reforçar o
intercâmbio e a
aprendizagem mútua entre
civilizações,
intensificar a troca de
visitas e, em conjunto,
promover a modernização
da China e África.
Sublinhou ainda a
importância de promover
uma maior connexão entre
os povos da China e de
África—aproximando
corações, harmonizando
os entusiasmo e reunindo
esforços conjuntos entre
mais de 2,8 mil milhões
de pessoassino-africanas
para que o Sul Global
trata-se de forma
solidária os desafios
globais, aumenta os
valores comuns da
humanidade e dá as novas
contribuições à
construção de uma
comunidade com um futuro
compartilhado para a
humanidade.
A China implementará, a
partir de 1 de maio de
2026, a política de
Tarifa Zero paraos 53
países africanos que têm
relações diplomáticas
com a China, incluindo
São Tomé e Príncipe.
Isso constitui uma prova
de que a China contribui
com “menos tarifa” ao
maior comércio
internacional, injetando
um novo e forte impulso
na cooperação prática
China–África.
A cooperação entre a
China e São Tomé e
Príncipe constitui parte
importante das relações
China–África. Neste ano,
a Embaixada da R.P da
China continuará a
promover atividades
culturais
diversificadas,
incluindo o ciclo de
documentários de
“Encantos da China”,
“Mostras de Filmes” e
“Concurso de Canções em
Língua Chinesa”, com o
objetivo de promover os
intercâmbios entre as
duas nações, e melhorar
o entendimento do povo
santomense à China. Ao
mesmo tempo, é de nosso
desejo queSão Tomé e
Príncipe aproveite as
oportunidades trazidas
pelo desenvolvimento da
China e pela política de
tarifa zero, para
colocar produtos de
qualidade no mercado
giganteda China e nas
casas do povo chinês, e
desta maneira, explorar
mais possibilidades da
cooperação bilateral.
