31.03.2026 – O maior
partido de oposição de
São Tomé e Príncipe, o
MLSTP, através do seu
líder, Américo Barros,
numa Conferência dada
aos Órgãos de
Comunicação Social
Santomense, exortou a
libertação imediata de
um grupo de dezenas de
cidadãos são-tomenses
que manifestação em
protestos face a má
qualidade da estrada que
liga a zona de
Bôbô-Forro a freguesia
de Madalena, e Desejada
que não foi reabilitada
aproximadamente a quatro
anos.
Após tomar o
conhecimento da
ocorrência, Américo
Barros o Presidente do
MLSTP em declarações a
imprensa, condenou a
operação do governo do
ADI, e considera que é
legítima a indignação
das populações que a
mais de quatro anos
sofrem com a falta de
água e a degradação da
estrada que ligam as
referidas zonas e
freguesias.
“Condenamos o uso de
força excessiva,
disparos e várias
prisões por parte das
autoridades nestas
localidades para
dispersar cidadãos que
clamam por uma justiça
digna, e não por
agressões arbitrárias
por parte do governo do
ADI de não terem
respondidos ás
preocupações das
populações, apesar de
terem inscrito o
programa de governação a
resolução das
necessidades dos
populares”.
Américo Barros
acrescentou ainda
dizendo, “ Gostaríamos
alertar a todos
principalmente ao
governo que a solução
para os problemas
sociais, não é a
detenção nem a
intimidação, mais sim o
diálogo no cumprimento
das promessas eleitorais
á população”.
O líder do MLSTP,
sublinhou que , Madalena
possui um dos maiores
lençóis freáticos, e é
uma das principais
fontes de abastecimento
de água ao distrito de
Água Grande. Cabe ao
governo implementar
projectos para melhorar
o abastecimento de água
a Madalena e arredores»,
Defende a libertação dos
cidadãos detidos na
operação musculada de 26
de Março. «Exortamos o
governo que coloque em
liberdade imediatamente
todos os cidadãos
detidos nesta operação,
só assim pode-se evitar
a promoção da
instabilidade política e
social no nosso país e o
estímulo da violência à
custa do sofrimento do
nosso povo», pontuou.
O maior partido da
oposição considerou os
protestos na freguesia
da Madalena como um acto
de desespero de uma
população que foi
esquecida pelo governo
da ADI. Uma população
que não tem estrada, não
tem água, e para agravar
a situação também não
tem energia eléctrica.
«12 Geradores foram
adquiridos em menos de 6
meses, e o país contínua
às escuras, As graves
denúncias tornadas
públicas pelo
ex-director da EMAE são
de extrema gravidade.
Mais do que má gestão
estamos perante uma
acusação de sobre -
facturação e uso
indevido do dinheiro
público segundo, as
acusações do ex-director
Raul Cravid».
E perante esta situação,
Américo Barros exigiu
que seja realizada uma
auditoria independente
ao processo de aquisição
dos 12 geradores, e
prometeu convocar o
ministro das
infra-estruturas, e o
ex-director da EMAE para
um debate no parlamento,
face a crise energética
que o país tem
mergulhado a vários
meses.
Pela Redacção do
Jornal Transparência