UE
elogia
paz
nas
urnas
mas
faz
reparos
graves
à
justiça
e ao
dinheiro
das
campanhas

São
Tomé,
07
de
Outubro
2026
- A
Missão
de
Observação
da
União
Europeia
às
eleições
em
São
Tomé
e
Príncipe
saudou
o
clima
pacífico
e
ordeiro
da
votação,
mas
deixou
críticas
duras
ao
sistema
judicial
e ao
financiamento
dos
partidos.
Numa
declaração
preliminar,
o
chefe
da
missão,
o
eurodeputado
Sérgio
Humberto,
alertou
para
"novas
questões
relativamente
à
independência
do
Tribunal
Constitucional"
e
para
a
"politização
do
poder
judicial
por
todo
o
espetro
político".
O
responsável
europeu
criticou
ainda
a
falta
de
celeridade
e
previsibilidade
das
decisões
do
Tribunal
Constitucional
e
denunciou
que
"a
transparência
no
financiamento
da
campanha
continua
a
ser
limitada,
não
existindo
um
sistema
eficaz
para
a
divulgação
das
receitas
e
despesas".
A
eurodeputada
Ana
Catarina
Mendes
foi
ainda
mais
direta:
"A
Justiça
deve
ser
independente
do
poder
político.
A
independência
judicial
não
é um
privilégio
dos
juízes,
é
uma
garantia
de
todos
os
cidadãos".
Apesar
dos
reparos,
a
missão
da
UE
elogiou
a
liberdade
de
expressão
e de
imprensa
durante
as
eleições
e
destacou
como
positivo
a
maior
presença
de
jovens
e
mulheres
nas
mesas
de
voto,
fruto
da
primeira
aplicação
da
Lei
da
Paridade
de
2022.
Recorde-se
que,
segundo
dados
provisórios
da
CEN,
o
MLSTP
venceu
as
legislativas
com
24
mandatos,
contra
23
da
ADI,
6 do
MCI-PS/PUN
e 2
do
Movimento
Basta,
com
uma
abstenção
recorde
de
62,92%.
Pela
redação
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