Estudo
revela
que
anúncio
de
petróleo
aumentou
corrupção
em
até
38%
São
Tomé
e
Príncipe

São
Tomé,
25
de
Setembro de
2026
- Um
estudo
académico
internacional
concluiu
que
a
descoberta
e o
anúncio
do
petróleo
em
São
Tomé
e
Príncipe,
entre
1997
e
1999,
foi
o
gatilho
para
um
aumento
explosivo
da
corrupção
no
país.
A
investigação,
conduzida
por
economistas
da
Universidade
de
Oxford,
revela
que
a
perceção
de
corrupção
disparou
entre
21%
e
38%
nos
anos
seguintes
ao
anúncio,
mesmo
antes
de
uma
única
gota
de
petróleo
ser
extraída.
O
estudo,
intitulado
"Oil
and
Corruption",
usou
como
grupo
de
controlo
Cabo
Verde
e
realizou
inquéritos
domiciliares
específicos
em
São
Tomé
e
Príncipe
para
medir
a
perceção
da
população
sobre
os
serviços
públicos.
A
conclusão
é
clara:
a
simples
expectativa
de
um
boom
petrolífero
fez
disparar
o
valor
de
estar
no
poder,
levando
as
elites
a
intensificarem
práticas
ilícitas
para
se
manterem
no
controlo
do
Estado.
Segundo
os
dados,
os
setores
onde
a
corrupção
mais
aumentou
foram
a
compra
de
votos,
o
acesso
à
educação
e a
distribuição
de
empregos
no
Estado.
Os
investigadores
explicam
que,
com
a
perspetiva
de
milhões
de
dólares
do
petróleo,
a
luta
pelo
poder
tornou-se
mais
feroz
e
cara,
alimentando
o
clientelismo
político
e o
desvio
de
fundos.
O
fenómeno,
conhecido
como
"maldição
dos
recursos"
ou
"doença
holandesa",
confirma
os
receios
que
muitos
são-tomenses
já
tinham.
Apesar
de o
país
ainda
não
ter
iniciado
a
produção
comercial
em
larga
escala
- a
produção
era
esperada
para
2025
na
Zona
Económica
Exclusiva
-
50%
da
população
inquirida
num
outro
estudo
da
Universidade
Nova
de
Lisboa
já
acreditava
que
o
petróleo
iria
aumentar
a
corrupção
dos
governantes.
Especialistas
alertam
que,
sem
instituições
fortes
e
credíveis,
o
país
corre
o
risco
de
repetir
os
erros
dos
vizinhos
africanos,
onde
enormes
receitas
petrolíferas
foram
corroídas
pela
má
gestão
e
pelo
aumento
do
desvio
do
erário
público.
"Temos
que
estar
preparados
para
combater
a
corrupção,
a má
gestão
e o
surgimento
de
grupos
associados
a
empresas
fantasmas",
alerta
Osvaldo
Abreu,
antigo
ministro
e
especialista
em
geociência.
O
estudo
deixa
um
aviso
sério
às
vésperas
das
eleições
de
27
de
Setembro
de
2026:
sem
transparência
na
gestão
da
Conta
Nacional
do
Petróleo
e
sem
auditorias
externas
independentes,
a
riqueza
do
petróleo
pode
continuar
a
empobrecer
o
povo.
"Fonte:
Estudo
'Oil
Discovery
and
Corruption
in
São
Tomé
and
Príncipe'
-
Universidade
de
Oxford
(2004-2006)
e
UNL"
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