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 146 Eleitores vão escolher 55 deputados mas

só 9 listas são lideradas por mulheres

São Tomé, 23 de Setembrode 2026 - Representação feminina sobe para 41% nas legislativas de domingo mas poder de liderança continua masculino - Comissão denuncia 14 listas irregulares. São mais de 146 mil eleitores inscritos para escolher 55 deputados nas legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro, mas apenas 9 das 62 listas apresentadas pelos sete partidos são encabeçadas por mulheres.

O dado revela que, apesar do aumento da presença feminina, o topo das listas continua dominado por homens, segundo análise da Comissão de Seguimento da Lei da Paridade. De acordo com a presidente da Comissão, Bilaine Ceita, o número de mulheres candidatas a deputadas efectivas subiu para 41%, com 159 mulheres num universo de 384 candidatos, contra 34% nas eleições anteriores, o que representa um ganho de 6,6%.

"Em termos de resultados, nós tivemos 159 mulheres no universo de 384 candidatos efectivos, ou seja, 41% das listas é preenchido por mulheres", afirmou à Lusa. Apesar do progresso, dois partidos continuam aquém da Lei da Paridade de 2022, que estabelece representação mínima de 40%.

"O partido que menos cumpriu foi o MLSTP-PSD que apresentou apenas 32% de mulheres nas listas e o MCI-PS/PUN com 38%", revelou Bilaine Ceita. Dos sete partidos concorrentes, cinco cumprem o critério, mas cerca de 14 listas continuam irregulares no critério da alternância entre homens e mulheres.

O relatório já foi entregue ao Tribunal Constitucional, que, apesar de a lei prever a rejeição de listas irregulares, optou por não chumbar as listas nesta fase. "Nós vamos deixar esse trabalho para uma próxima oportunidade, porque consideramos que o esforço foi grande, quer dos partidos políticos, quer do próprio Tribunal Constitucional", justificou a responsável, que também lidera a Rede das Mulheres Parlamentares.

Bilaine Ceita defendeu que o trabalho não termina nas listas e apelou à vigilância na formação do próximo Governo. "Não se trata apenas de eleger as mulheres, é preciso também continuar a formar, a capacitar para que elas possam ter uma participação efectiva e plena. Estaremos sempre alerta.

Na composição do Governo e de todas as outras instituições que advirem das eleições, que verifiquem sempre essa questão de paridade", apelou. Concorrem às legislativas ADI, MLSTP, MCI-PS/PUN e Basta, com assento parlamentar, e PCD, MDFM e Nossa Terra, sem assento.

Pela redação

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