Detido ex-conselheiro
especial do Presidente
são-tomense procurado
pela Interpol

24.02.2026 - A detenção
ocorreu horas após
circularem informações
nas redes sociais de que
uma equipa da Interpol
teria estado em São Tomé
para a captura do
conselheiro. O
conselheiro, de
nacionalidade sueca, foi
detido na ilha do
Príncipe.
Um homem de
nacionalidade sueca,
procurado pela Interpol
e que detinha passaporte
diplomático como
conselheiro especial do
Presidente são-tomense,
Carlos Vila Nova, foi
detido pela Polícia
Judiciária são-tomense,
na ilha do Príncipe,
disse esta segunda-feira
à Lusa fonte judiciária.
Segundo a fonte, o homem
foi detido no domingo,
num estabelecimento
hoteleiro na ilha do
Príncipe.
A detenção ocorreu horas
após circularem
informações nas redes
sociais de que uma
equipa da Interpol teria
estado em São Tomé para
a captura do
conselheiro, o que a
fonte judiciária negou,
assegurando que existe
uma brigada da Interpol
que funciona na PJ
são-tomense e que
coordenou a detenção.
A Presidência da
República também reagiu
através de um comunicado
publicado no Facebook."Em
data posterior à
nomeação de um
determinado indivíduo
como Conselheiro
Especial do Presidente
da República, a
Presidência da República
foi informada pelo
próprio de que decorria
num país estrangeiro um
processo judicial de
foro estritamente
pessoal e em tudo alheio
às funções que
desempenhava junto à
Presidência, em que o
nome do mesmo era
citado", lê-se no
comunicado.
Na nota refere-se ainda
que, depois desta
informação, "o
Presidente da República
decidiu exonerar o
indivíduo em causa das
funções de Conselheiro
Especial, o que fez
através do Decreto
Presidencial n.º
06/2026, de 04 de
fevereiro".Segundo uma
fotografia do passaporte
diplomático que circula
nas redes sociais, o
homem chama-se Carlsson
Stig Karl-Magnus, nasceu
em janeiro de 1964 e tem
nacionalidade sueca.
O passaporte diplomático
tem a data de emissão em
5 de dezembro de 2025 e
é válido até 04 de
dezembro de 2030.A PJ
são-tomense prometeu dar
informações oficiais
sobre o assunto ao longo
do dia, após o
encaminhamento do
processo em coordenação
com Interpol.
Não é
caso único
Já em abril de 2022,
numa situação
semelhante, o Presidente
são-tomense exonerou um
conselheiro especial, de
nacionalidade alemã,
face às notícias do seu
alegado envolvimento em
tráfico de influências.
Na altura, o chefe de
Estado são-tomense
justificou a decisão com
a necessidade de
"acautelar a imagem
externa" de São Tomé e
Príncipe face às
notícias que indicavam
que o exonerado se
encontrava "sob processo
de investigação".
Stephan Welk havia sido
nomeado em 27 de janeiro
do mesmo ano, para
prestar "informações
técnicas especializadas"
a Carlos Vila Nova, no
âmbito das relações
internacionais, para lhe
permitir, "em
concertação com o
Governo, encontrar
mecanismos plausíveis
que possibilitem a busca
de melhores soluções
para o desenvolvimento
socioeconómico do país",
de acordo com o decreto
presidencial de
nomeação.
