Mototáxi
virou
o
maior
patrão
de
São
Tomé
e
Príncipe

São
Tomé,
17
de
Setembrode
2026
-
De
norte
a
sul,
jovens
e
adultos
encontraram
nas
duas
rodas
o
sustento
da
família
e a
solução
para
a
mobilidade
do
povo
,há
cinco
anos,
poucos
acreditavam.
Hoje,
ninguém
tem
dúvidas:
o
mototáxi
é o
maior
empregador
informal
de
São
Tomé
e
Príncipe.
São
muitos.
Jovens
que
terminaram
o
liceu
sem
emprego,
adultos
que
perderam
o
trabalho
no
Estado,
pais
de
família
que
precisam
levar
pão
para
casa.
Encontraram
na
mota
uma
empresa
a
céu
aberto.
Das
5 da
manhã
até
às
20
da
noite,
eles
estão
lá.
Na
praça,
no
hospital,
na
escola,
no
mercado.
Com
capacete
na
mão
e
sempre
prontos.
"ANTES
EU
ESTAVA
EM
CASA
SEM
FAZER
NADA.
HOJE
SUSTENTO
OS
MEUS
DOIS
FILHOS",
conta
João,
24
anos,
mototaxista
na
capital.
Como
ele,
muitos
jovens
deixaram
de
estar
na
rua
sem
rumo
para
serem
úteis
à
sociedade.
Mas
o
impacto
vai
muito
além
do
emprego.
O
mototáxi
tornou-se
o
sangue
do
pequeno
negócio.
A
senhora
que
vende
peixe
em
Neves
já
não
perde
a
venda
porque
o
cliente
não
tem
transporte.
O
mototáxi
leva.
O
senhor
que
vende
crédito,
carvão,
bolos
e
sumo,
hoje
entrega
em
casa
com
ajuda
do
motoboy.
O
estudante
que
estuda
à
noite
já
não
chega
atrasado.
O
trabalhador
que
sai
tarde
já
não
fica
a
pé.
É
economia
circular
em
duas
rodas.
Claro,
há
desafios.
É
preciso
falar
de
segurança,
de
carta
de
condução,
de
capacete,
de
respeito
na
estrada.
Mas
a
verdade
tem
de
ser
dita:
sem
o
mototáxi,
São
Tomé
parava.
O
Governo
já
reconheceu
a
atividade.
Agora,
o
que
os
mototaxistas
pedem
é
organização,
formação
e
respeito.
Não
são
vadios.
São
trabalhadores.
Num
país
onde
o
emprego
formal
é
escasso,
o
mototaxista
não
foge
do
trabalho.
Ele
cria
o
seu
próprio
emprego,
e ao
criar
o
seu
emprego,
ajuda
o
negócio
da
vizinha,
da
prima,
do
tio.
Mototáxi
não
é só
transporte.
É
emprego.
É
serviço.
É
solução
santomense
para
problema
são-tomense.
Reportagem
-
Jornal
Transparência
