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Sindicato dos Jornalistas suspende greve na Rádio Nacional,

TVS e STP-PRESS mas diz que problemas continuam

São Tomé, 11 de Setembrode 2026 - O Sindicato dos Jornalistas Santomenses (SJS) suspendeu esta terça-feira a greve nos órgãos públicos de comunicação social, determinando o regresso imediato ao trabalho dos profissionais da Rádio Nacional (RNSTP), da Televisão São-Tomense (TVS) e da Agência STP-PRESS.

Num comunicado citado pela Lusa, o sindicato esclarece, no entanto, que a suspensão "não significa" que os problemas que motivaram a paralisação estejam resolvidos, e exige do Governo medidas concretas para cumprir os compromissos assumidos. Segundo o SJS, a decisão resultou da avaliação do percurso da greve, das negociações com o Governo e da auscultação dos profissionais que permaneceram em paralisação.

A suspensão não foi consensual. De acordo com o sindicato, a maioria dos trabalhadores defendia a continuação da greve até ao efetivo cumprimento dos compromissos. Ainda assim, o SJS entendeu que esta é, no atual contexto, a melhor solução para ultrapassar o impasse e preservar a unidade da classe.

O sindicato diz que a confiança no processo negocial ficou "profundamente abalada" por sucessivos episódios de incerteza, incumprimento de memorandos e informações contraditórias. "A confiança não se reconstrói através de palavras, promessas ou anúncios, mas mediante actos concretos, verificáveis e capazes de demonstrar que os compromissos assumidos serão efectivamente cumpridos", afirma o SJS.

A greve, iniciada a 2 de Setembro por tempo indeterminado, reivindicava a regularização dos valores da Taxa Audiovisual e a melhoria das condições de trabalho. No início da paralisação, o presidente do SJS, Jorge Do Ó, falou em mais um incumprimento de memorandos assinados com o Governo.

Como condição para suspender a greve, o sindicato exigia o pagamento imediato dos subsídios em atraso da Taxa Audiovisual e ameaçou boicotar a cobertura da tomada de posse do Presidente Carlos Vila Nova, a 3 de Setembro, do Dia das Forças Armadas, a 6 de Setembro, e do arranque da campanha eleitoral, a 12 de Setembro.

Apesar da ameaça, o SJS reconhece que a Rádio Nacional e a TVS asseguraram a transmissão integral e em directo desses eventos, com recurso a chefias, estagiários e alguns trabalhadores que, segundo o sindicato, terão sido pressionados pelo Governo e pelas direções.

Por: José Roccha

 

 

 

 

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