Voluntários vão reforçar
rastreio de diabetes e
hipertenção nas
comunidades rurais

São Tomé, 03 de Agosto
de 2026 – Projeto da ONG
ADADER com apoio da
Cooperação Portuguesa
leva cuidados de saúde
às zonas com menor
acesso. Várias
comunidades de São Tomé
e Príncipe estão a
reforçar a prevenção das
doenças não
transmissíveis através
da formação de jovens
voluntários.
O objetivo é apoiar o
rastreio da hipertensão
arterial e da diabetes
junto da população que
vive longe dos grandes
centros de saúde. A
iniciativa é promovida
pela ONG ADADER, com
financiamento da
Cooperação Portuguesa, e
pretende aproximar os
cuidados de saúde das
zonas rurais do país.
Segundo a enfermeira e
formadora Sónia Nessa
Quaresma, o aumento dos
casos destas patologias
exige maior
sensibilização. Sónia
Quaresma: "A hipertensão
e a diabetes estão a
afetar cada vez mais a
nossa população e hoje
já atingem também muitos
jovens.
É importante reduzir o
consumo de sal, álcool,
tabaco e combater o
sedentarismo." Os
participantes estão a
ser preparados para
acompanhar as famílias,
medir a pressão arterial
e os níveis de glicemia
e encaminhar os casos
suspeitos para os
serviços de saúde.
Sónia Quaresma: "Os
formandos serão o elo
entre a comunidade, os
enfermeiros e os
médicos, permitindo
identificar precocemente
situações de risco." "A
Cooperação Portuguesa
destaca que o projeto
complementa mais de duas
décadas de apoio ao
setor da saúde em STP,
levando os serviços até
às comunidades com menor
acesso.
Jéssica Bastos, da
Cooperação Portuguesa:
"Estamos a fazer o
percurso inverso: em vez
de esperar que as
pessoas procurem os
serviços, levamos o
rastreio até à
comunidade. Para a
direção da ONG ADADER, o
projeto-piloto pretende
criar uma rede de
voluntários comunitários
que continue a apoiar os
postos de saúde locais
mesmo após o término do
financiamento.
Armindo Pontes,
Presidente da ONG ADADER
afirmou que, "queremos
deixar jovens
capacitados para
trabalhar em articulação
com os postos de saúde
e, no futuro, alargar
esta experiência a
outras comunidades."
Moradores reconhecem que
o acesso aos cuidados de
saúde continua
condicionado em várias
localidades, sobretudo
quando os postos estão
encerrados. A formação
pretende contribuir para
um diagnóstico mais
precoce e para a redução
do impacto da
hipertensão e da
diabetes nas comunidades
rurais de São Tomé e
Príncipe..
Por: João
Soares
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