Mais de 100 delegados da
sociedade civil vão
fiscalizar eleições em
todo o país

São Tomé - 15.07.2026 -
Pela primeira vez na
história de São Tomé e
Príncipe, uma centena de
representantes da
sociedade civil está a
ser preparada para
acompanhar de perto o
processo eleitoral de
2026.
A iniciativa inédita
pretende apoiar a
Comissão Eleitoral
Nacional e garantir um
voto mais inclusivo e
transparente. Entre os
formandos está
Florentino Quaresma, que
assume pela primeira vez
a função de delegado
eleitoral. Já com
experiência em ações de
inclusão de pessoas com
deficiência, ele destaca
a novidade:
“É a primeira vez como
delegado... Estamos a
aprender bem a postura
do delegado numa mesa de
voto. Estamos também a
aprender a lidar com as
informações contidas no
tablet”, explicou.
Durante
a formação, promovida
pela Plataforma de
Observação da Sociedade
Civil para as Eleições,
os delegados recebem
orientações sobre o
funcionamento das mesas
de voto, preenchimento
de formulários
eletrónicos e
procedimentos do dia do
sufrágio.
Cristiano Costa,
coordenador da
plataforma, sublinha que
o objetivo é “fortalecer
o papel da sociedade
civil no acompanhamento
eleitoral” e contribuir
para a melhoria dos
serviços. “É uma
participação pioneira.
É a primeira vez que a
sociedade civil está de
forma ativa a dar a sua
colaboração para que a
democracia seja mais
consistente,
participativa e
inclusiva”, destacou
Costa. Um dos focos
principais é a inclusão.
A Federação das
Associações das Pessoas
com Deficiência também
integra a operação. Para
Eugénia Guadalupe
Sacramento, este é “um
passo para nós”. Ela
apela a atenção especial
no dia 19: “As pessoas
com albinismo não
conseguem estar muito
tempo ao sol, as pessoas
surdas precisam de
comunicação adequada, as
pessoas cegas têm as
suas dificuldades e
precisam de apoio”.
No total, mais de 100
delegados serão
distribuídos por todos
os distritos e pela
Região Autónoma do
Príncipe. Eles vão
recolher dados sobre
abertura das mesas,
acessibilidade,
cumprimento de horários
e dificuldades dos
eleitores.
O trabalho não interfere
na contagem oficial, mas
vai ajudar a CEN a
elaborar relatórios. A
iniciativa conta com
apoio do PNUD, do
Governo do Japão e da
Comissão Eleitoral
Nacional.
Por: João Soares
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