30 Anos da
CPLP: São-tomenses
reconhencem
cooperação mas pedem
mais mobilidade

São Tomé - 15.07.2026 -
15.07.2026 A Comunidade
dos Países de Língua
Portuguesa assinala esta
semana 30 anos de
existência. Em
reportagem da Lusa feita
de Luanda a Brasília,
passando por Lisboa,
Díli e São Tomé, a
maioria dos cidadãos
admitiu conhecer pouco a
organização, embora
reconheça a importância
da união pela língua
portuguesa.
Em
São Tomé e Príncipe, a
visão é de esperança,
mas também de cobrança.
Carla Neto, de 25 anos,
descreveu a CPLP como
“uma organização marcada
pela cooperação, união e
proximidade”. No
entanto, defende que a
comunidade deve ter “uma
intervenção mais ativa
na resolução de desafios
políticos e sociais dos
Estados-membros”.
Outra jovem são-tomense
ouvida, Virgínia Varela,
de 27 anos, afirmou
conhecer pouco as
atividades desenvolvidas
pela comunidade. Para
ela, a CPLP devia ter um
papel mais relevante na
facilitação da
mobilidade, sobretudo
para estudantes
africanos que pretendem
viajar para Portugal ou
Brasil.
O sentimento em São Tomé
reflete o que se passa
nos outros países
lusófonos. De Cabo Verde
a Moçambique, de Angola
ao Brasil, prevalece a
ideia de que a CPLP é um
espaço de cooperação
ligado à língua
portuguesa, mas distante
do dia a dia das
pessoas.
A mobilidade, a educação
e as bolsas de estudo
foram os temas mais
apontados como áreas
onde a organização
precisa de avançar.
Apesar do
desconhecimento
generalizado, quem
conhece a CPLP defende
que ela se torne mais
próxima dos cidadãos,
mais visível e mais
eficaz na promoção da
cultura, educação e
cooperação entre os 9
Estados-membros..
Por: João Soares
📲
Partilhar no WhatsApp
