FASTP repudiam Mique
João e anunciam
queixa-crime por
"acusações falsas

São Tomé, 14.07.2026
- As Forças Armadas de
São Tomé e Príncipe
repudiaram publicamente
as declarações do
candidato presidencial
Miques João, que
denunciou uma alegada
invasão militar à sua
propriedade e
perseguição política.
Num comunicado do
Estado-Maior, a
instituição afirma que
as declarações “não
correspondem à verdade”
e podem afetar a imagem,
a honra e a
credibilidade das FASTP,
sobretudo em período
eleitoral. De acordo com
o comunicado, a operação
militar decorreu entre
os dias 10 e 11 de julho
de 2026 nas localidades
de Santa Catarina,
Batepá e São Felícia, na
zona de Quilemba.
O objetivo era localizar
militares que se
encontravam em situação
de deserção há mais de
cinco meses. Quatro
militares desertores
foram localizados e
detidos. Um deles
encontrava-se na zona de
Quilemba, a mais de 500
metros da residência de
Miques João.
As FASTP garantem que
nenhum militar entrou,
realizou buscas ou
qualquer outra ação na
propriedade ou
residência do candidato.
O Estado-Maior sublinha
que a missão foi
conduzida ao abrigo do
Código de Justiça
Militar e do Regulamento
de Disciplina Militar, e
que não teve qualquer
motivação política ou
eleitoral.
No comunicado, as Forças
Armadas revelam ainda
que as acusações surgem
dias depois de terem
recusado um pedido de
Miques João para visitar
o Quartel de Morro e o
Centro de Instrução
Militar no âmbito da
campanha eleitoral.
Perante a gravidade das
declarações, o
Estado-Maior anunciou
que vai apresentar uma
queixa-crime junto do
Ministério Público, por
considerar que as
acusações lesam a
reputação da
instituição.
“As Forças Armadas de
São Tomé e Príncipe
rejeitam as acusações de
perseguição política
feitas pelo candidato
presidencial Miques
João”, conclui o
documento. A instituição
reafirma ainda o seu
compromisso com a
Constituição, a
neutralidade
político-partidária e o
Estado de Direito
Democrático.
Por: João Soares
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