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China financia scanner historico: Alfandga s de

 

STP prepara-se para a era da tarifa zero

 

São Tomé, 09.07.2026 São Tomé e Príncipe vai modernizar pela primeira vez as suas alfândegas com tecnologia de ponta financiada pela China. O anúncio foi feito esta terça-feira pela Autoridade Geral Aduaneira, durante sessão sobre a nova política chinesa de tarifa zero para produtos africanos.

 O financiamento contempla 1 scanner de contentores para o Porto de Ana Chaves e 2 scanners de bagagens para o Aeroporto Internacional Nuno Xavier. “Em 51 anos de história do nosso país, pela primeira vez vamos ter scanners para controlo não intrusivo.

De alguma forma ajuda-nos na questão de segurança”, destacou o presidente do Conselho de Administração da AGA, Herlander Medeiros. Para o responsável, o investimento vai muito além da segurança. Representa um passo decisivo para tornar STP mais competitivo e aproveitar a abertura do mercado chinês.

“O projeto dos scanners deve ser entendido no quadro estratégico de uma alfândega moderna que facilita porque controla melhor”, afirmou.

Com a tarifa zero, a China abre as portas a produtos são-tomenses, mas exige rastreabilidade, certificação de origem e cumprimento de normas. Por isso, Herlander Medeiros defendeu que a missão da AGA assenta em 4 pilares: certificar, facilitar, controlar e informar. No domínio da certificação, alertou: “Um certificado de origem emitido incorretamente poderá comprometer não apenas uma empresa, mas também a credibilidade internacional de São Tomé e Príncipe”.

 Na facilitação, prometeu procedimentos simples para exportadores, com checklist de classificação pautal, certificados sanitários e logística. Sobre o controlo, avisou para o risco de uso indevido de STP como "falsa origem" de produtos. “É indispensável reforçar os mecanismos de gestão do risco e proteger quem exporta de forma legal”.

Para tirar proveito da oportunidade, propôs uma agenda operacional com a China: produtos prioritários como cacau e chocolate, levantamento de requisitos, rotas logísticas e remessas-piloto. “A exportação não começa no porto; começa na produção, passa pela certificação, pela consolidação da carga, pela logística, pela documentação e termina na confiança do comprador”, concluiu.

 Por: João Soares

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