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Conselho Executivo do FMI dá crédito de 18.2 Milhões de Dólares ao 17ºGoverno Constitucional liderado por Jorge Bom Jesus

04.10.2019 -  O Conselho Executivo do FMI, (Fundo Monetário Internacional), doou cerca de 18.2 Milhões de Dólares ao 17ºGoverno Constitucional da República de São Tomé e Príncipe, liderado por Dr. Jorge Bom Jesus, para financiar vários projectos estruturantes para os próximos anos no país.

A garantia foi manifestada esta quinta-feira pelo Primeiro-ministro e Chefe do Governo, Jorge Bom Jesus, ladeado pelo Ministro das Finanças, Planeamento e Economia Azul, Osvaldo Vaz, numa Conferência de Imprensa dada esta quinta-feira na prematura do governo, precisamente quando o governo completa os 10 meses da sua execução, isto é, desde 3 de Dezembro, até a presente data.

Esta garantia, segundo o chefe do executivo são-tomense, surge no âmbito da decisão da directoria do FMI, e que vai permitir um primeiro desembolso imediato de US 2,6 milhões para São Tomé e Príncipe.

Jorge Bom Jesus, considera que este acordo assinado entre São Tomé e Príncipe, e FMI para os próximos três (3) anos, é um ganho histórico e importante para o país, e o governo, e o processo para a sua conclusão, foi muito laborioso, difícil, mais bastante profícuo, pedagógico, e edificante para o governo.

O exercício dos três últimos anos, foram um desastre, por isso mesmo, para negociar este novo ciclo, o aperto foi maior, as medidas mais gravosas, o Fundo Monetário Internacional, acompanha São Tomé e Príncipe já da muito tempo, estamos a falar de décadas, no sentido de proceder a reestruturação económica para nos acompanhar em termos de desempenho macroeconómico, e o grande objectivo, é de facto, sanear as finanças públicas, melhorar o desempenho económico, e quando os indicadores desagradam-se, naturalmente, o início do novo ciclo, é mais gravoso, por isso, este governo teve uma herança pesada, difícil e mais o importante, é termos chegado ao fim ”, Destacou o chefe do executivo são-tomense.

O Primeiro-ministro são-tomense explica ainda que, a conclusão deste acordo, é o fim dos apertos, e início do novo começo, portanto, este acordo é importante, porque além do FMI com a total, ele abre-nos as portas, e outras instituições doadoras, e de financiamentos, estamos a falar por exemplo, do Banco Mundial, que muito brevemente vai poder colocar a disposição de São Tomé e Príncipe ainda este ano, cerca de 5 Milhões de Dólares, para financiar vários projectos estruturantes, nomeadamente, Estrada nº1 da zona norte avaliado em cerca de 29 Milhões de Dólares, Projecto de Protecção Social, tais como, (Turismo, a Formação Profissional), com cerca de 10 Milhões de Dólares, e todo o programa de Energias Limpas, e Renováveis com mais de 10 Milhões de Dólares, Programa ao nível da Educação com qualidade, como vêem são muitos milhões, e sem fechar o programa com o FMI, tudo isso, estaria comprometido, mais não só o Banco Mundial, assim como temos, União Europeia, BAD, BADEA, e outras instituições financeiras internacionais, etc.

Segundo acrescenta o chefe do executivo, “ sem a conclusão do novo acordo com o FMI, tudo estaria comprometido, tendo em conta a situação financeira difícil em que o país se encontrava, num país que importa tudo, e exporta quase nada, portanto precisamos destes programas, para que possamos almejar melhores dias, mas permita-me aqui muito rapidamente recordar o ponto de partida”, “ A situação macroeconómica do país era de tal ordem em termos de degradação, com todos os indicadores praticamente no vermelho, com problemas energéticos gritante na altura, 7 MHZ de produção, problemas dos salários do anterior governo, precisamente nesta altura mais ou menos, até Outubro a Novembro, foi a Banca Comercial, buscar dinheiro para pagar salários que se diz na boa linguagem, falência do próprio Estado, problemas de combustíveis, quando nós chegamos, o reservatório da ENCO estava seco, sem margem para qualquer intervenção, entre outros problemas que encontrarmos quando assumiu o poder.

 

Jorge Bom Jesus, a testa do 17ºGoverno Constitucional, acredita que os melhores dias virão para os Santomenses, contrariando que muitos diziam que este governo não tem pernas para andar, e temos que reconhecer que já andou 10 meses, e estamos aqui de pedra e cal contra tudo, e todos detractores, aqueles são-tomenses muitos cépticos, e críticos que não têm mãos para premiar, aplaudir o que é bom com os ganhos.

Faltando apenas 3 meses para o fim do ano, o chefe do governo, diz que será uma corrida contra relógio para a conclusão do Orçamento -geral do Estado, (OGE).

O Ministro das Finanças, Planeamento e Economia Azul que também participou na referida Conferência de Imprensa, acrescentou que, com o novo Programa com o FMI, “é o momento de passar pela fase do crescimento económico de São Tomé e Príncipe, visto que nos últimos meses o FMI disseram que, os nossos indicadores macroeconómicos, estava muito mal, e para assinarmos o presente acordo, era necessário corrigirmos muita coisa, fizemos estas correcções, algumas acções é certo que eles corrigiram com o tempo, mais conseguimos cumprir todas as acções prévias que foram recomendadas pelo FMI”.

Com isto, Osvaldo Vaz, acredita que com base deste acordo, e com o empenho do governo, e também do próprio FMI, “conseguiremos recursos para passar na fase seguinte, que é a fase de crescimento, a fase de pormos a máquina de facto a funcionar, porque até este preciso momento, o país que sempre viveu do apoio externo, conseguiu com algumas dificuldades, suportar as suas despesas correntes com os seus recursos próprios, inclusive, até este mês de Setembro, nós conseguimos pagar os salários com recursos internos, e por outro lado, estamos também pagar as dívidas que o anterior governo teria deixado, relativamente a salários, isto para a população de São Tomé e Príncipe, saberem que nós estamos a fazer um esforço muito grande, o reconhecimento deste esforço, é assinatura do programa com o FMI”, concluiu o Ministro das Finanças, Planeamento e Economia Azul, Osvaldo Vaz.

 

De referir ainda que, durante a intervenção do Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, o mesmo havia anunciando ainda que o anterior governo do ADI havia deixado diversas dívidas para com o país e a Empresas que construíram diversas obras, como a Empresa EGECON, nomeadamente na construção do novo edifício do Banco Central, AGER, do Tribunal de Contas, e bem como da Escola Secundária Sum Mé Xinhô, localizado do Distrito de Lobata, ) Guadalupe.

 

Com Redacção de: (Adilson Castro)

 

 

 

 

 

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