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Líder regional do Príncipe pede entendimento amplo para governo do país

25.10.2018 - O líder do Governo Regional do Príncipe defendeu esta quarta-feira a necessidade de um «entendimento amplo» para governar o país, apelando à intervenção do presidente são-tomense nesse sentido, mas afastou a possibilidade de vir a chefiar um futuro executivo nacional.

«Acredito que é possível um entendimento amplo em São Tomé e Príncipe», afirmou António José Cassandra, em Lisboa, sustentando também que o presidente da República são-tomense, Evaristo Carvalho, deveria ter um papel «um pouco mais interventivo».
 
Questionado sobre a viabilidade deste entendimento entre os partidos, após a crispação que marcou a campanha para as legislativas de 7 de outubro e, sobretudo, o período pós-eleitoral, o governante reiterou que há essa possibilidade.
 
«Acho que sim, se as pessoas estiverem de espírito aberto para olharem para o país e a necessidade dessa ampla convergência, porque os desafios nos próximos tempos são muito duros…», disse o presidente do Governo Regional do Príncipe, apontando a necessidade de realizar reformas num «país sem dinheiro e sob a orientação do Fundo Monetário Internacional».
 
Segundo os resultados oficiais das legislativas, proclamados pelo Tribunal Constitucional são-tomense na sexta-feira passada, a ADI (Ação Democrática Independente, liderada por Patrice Trovoada, no poder) ganhou as eleições com 25 deputados, enquanto o MLSTP-PSD (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata) conquistou 23 mandatos. Já a coligação PCD-UDD-MDFM elegeu cinco deputados e o Movimento de Cidadãos Independentes conseguiu dois lugares.
 
Num cenário de coligação pós-eleitoral – ainda não confirmada -, ADI e independentes, eleitos pelo distrito de Caué, ficariam com 27 dos 55 lugares na Assembleia Nacional, enquanto a oposição consegue, junta, maioria absoluta, com 28 mandatos.
 
Tozé Cassandra, como é conhecido, alertou que o país pode «facilmente entrar em convulsões, porque com a diferença de um deputado, 27-28, é muito complicado para um governo garantir a sua sustentabilidade durante quatro anos».
 
Depois de Patrice Trovoada ter admitido afastar-se do poder para viabilizar um governo, António José Cassandra garantiu não estar disponível para assumir a liderança de um futuro executivo em São Tomé e Príncipe.

Fim / Abola-Jornaltransparencia

 

 

 

 

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